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A mostrar mensagens de 2017

17.9 - Crónica do Pássaro de Corda - Haruki Murakami

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Ultimamente acabar um livro de Murakami tem sido sinónimo de dispersão. Isto porque já se tornou quase normal ficar sem saber bem o que pensar, pois já sendo indeciso de mim, vejo-me a tentar fazer um balanço do que foi a leitura do livro.
O que me faz acreditar ou saber que gostei do livro, é talvez a sensação de ter a certeza que não foi tempo perdido aquele que dispensei para a leitura desse livro ... sobretudo considerando que demorei mais tempo do que o habitual para o ler...ainda para mais tratando-se de uma edição de bolso...com letrinhas mais miudinhas.
Se por um lado é verdade que por vezes gostaria que certas coisas fossem talvez um pouco menos abstractas ou surreais, sendo portanto passíveis de terem uma explicação razoável, por mais pequena que fosse no âmbito da razão, por outro sei que esses aspectos acabam por ser também aquilo que contribuem, em grande medida, para a experiência que é ler um livro de Murakami.
Neste livro Crónica do Pássaro de Corda não faltam peripécias…

17.8 - Uma partida de Ping Pong em standby

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Tropecei ao acaso nas palavras que se seguem abaixo e que fazem parte de uma partida especial de Ping Pong que ficou suspensa algures no tempo. Elas datam já de alguns anos a esta parte e ao relê-las, fiquei na dúvida se a jogada estava do meu lado do campo ou do lado do campo da pessoa que me fazia companhia nessa partida especial, pois como já se passou tanto tempo, foi quase como se tivesse sido a primeira vez que punha os olhos nessas palavras que, fora do seu contexto e da história a que dizem respeito, podem não dizer quase nada. 

"Ao pedir para falar com o Dr. Karl, a enfermeira fez uma cara de espanto, como se falar com o Dr. Karl pudesse ser uma coisa de outro mundo. Ela repetiu a minha pergunta como se não tivesse ouvido bem, pelo que respondi "sim, com o Dr. Karl".
- Lamento minha Senhora, mas infelizmente tenho más notícias para lhe dar. O Dr. Karl foi encontrado sem vida na sua vivenda. - Disse a enfermeira.
- O quê?! Oh não! - A minha reacção de surpresa n…

17.7 - Frases e verdades

Cruzei-me com o pequeno texto que se segue e que é constituído por algumas constatações que podem parecer cliché,  mas que valem a pena serem relembradas de vez em quando porque na verdade faria bem se todos tivessem isso em mente com mais frequência.

Quando um pássaro está vivo, ele come as formigas, mas quando o pássaro morre, são as formigas que o comem. 
Tempo e circunstâncias podem mudar a qualquer minuto. Por isso, não desvalorize nada em sua volta. Você pode ter poder hoje, mas, lembre-se: O tempo é muito mais poderoso que qualquer um de nós! 
Saiba que uma árvore faz um milhão de fósforos, mas basta um fósforo para queimar milhões de árvores.
Portanto, seja bom! Faça o bem! 
"O tempo é como um rio. Você nunca poderá tocar na mesma água duas vezes, porque a água que já passou, nunca passará novamente. Aproveite cada minuto de sua vida e lembre-se: Nunca busque boas aparências, porque elas mudam com o tempo. Não procure pessoas perfeitas, porque elas não existem. Mas busque aci…

17.6 - a never ending life

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Há músicas cuja letra pode dizer apenas quase nada, ou pode dizer um pouco, mas ainda assim consegue ficar-nos no ouvido ou na cabeça ou onde quer que seja...outras existem que, para além de estarem em modo replay dentro de nós, dispõem ainda de uma letra que acaba por ser certeira. Esta que aqui fica talvez se enquadre mais na primeira categoria, pelo menos nesta fase.  
And I don't want a never ending life I just want to be alive while I'm here And I don't want to see another night Lost inside a lonely life while I'm here

17.5 - If Cats Disappeared from the World

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Este podia muito bem ser um título de um dos livros de Murakami (digo Murakami porque é o único escritor japonês do qual já li alguns livros), se bem que este filme é baseado no livro homónimo escrito por outro japonês. Aparentemente têm alguma coisa em comum (nesse caso a referência a gatos e à ficção relacionada com um mundo possivelmente imaginário).
É um filme que, apesar de ter gostado de o ver e de o ter visto sobretudo porque o titulo despertou a minha curiosidade (não que seja fã de gatos no verdadeiro sentido da palavra) e mesmo sem ver o "trailer", não se trata de um filme fácil de recomendar à maioria das pessoas, pois iriam dizer que era um filme muito "parado".
O filme conta a história de um jovem adulto que decide ir viver sozinho após a morte da mãe, saindo de casa do pai. Algum tempo depois recebe uma notícia que acaba por mudar tudo à sua volta e supostamente não lhe resta muito tempo no mundo. Como forma de poder usufruir de mais algum tempo, vê-se …

17.4 - das 2 uma ... ou +

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É possível que a falta de amizades, e nesse caso refiro-me apenas àquelas dignas desse nome, possam desencadear dois tipos de situações:
Uma, é o habituar a uma espécie de indiferença para com os outros e viver somente entre conhecidos e estranhos, em que as conversas flutuam no mar da banalidade, podendo eventualmente haver lugar para um ou outro mergulho de curta profundidade para depois se voltar à superfície e sentir a segurança do ar livre.
Outra, é o estar-se sujeito a interpretar erroneamente as atitudes das outras pessoas, sobrevalorizando algumas palavras, alguns gestos, fazendo com que se crie a ilusão daquilo a que se chamaria amizade quando na realidade é apenas a maneira de ser da(s) outra(s) pessoa(s). É normal sentirmos simpatia quando damos um pouco de nós e parece que isso está a ser retribuído. Contudo é preciso avaliar bem essa troca tácita para não se cair no erro de posteriormente saborear a sensação de perda, de rejeição, de se ser ignorado, menosprezado e de engan…

17.3 - Saint Sister - Corpses

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"I never thought that when you built our home, you’d make it out of blood and bones..."


We stand hand to/in hand like corpses Our friends are corpses too And the mand who do the photograph likes to look at you ...... Darlin i have tried to fix you I can't count the time that i [would] have kissed you ...... I never thought that when you built our home, you’d make it out of blood and bones ...... Darlin one of us should go My eyes were the first to disapear Then went my nose then went my ears No eyes and no nose There's death that i chose
You're dead, i'm dead You said that i Bled You dried ...... It's contagious My fear and your pain We look like corpses  and our friends look the same we all stood together for worse or for better we all stood together for a photograph ......

17.2 - Eis a questão

O que fazer quando desejamos esquecer algo ou alguém mas ao mesmo tempo, e na realidade, pode não ser exactamente isso que se pretende?
- É lidar com a situação, pois então!? Não há outra alternativa. Se te sujeitaste a tal, então terás de ser tu também a desenvencilhares-te. Não te esqueças que há coisas que podem não ser um problema e só o são se tu assim entenderes. Analisa os pormenores ou os critérios do assunto e pondera.

17.1 - Ilusões

Por vezes a vida resume-se a uma série de ilusões que nos guiam ao longo do tempo e das circunstâncias. Há quem diga que vamos aprendendo com os erros e há também a vertente de que vamos aprendendo a lidar com as ditas ilusões, pois na medida do possível vamos delineando o nosso caminho com base na nossa capacidade de lidar com as situações que vão surgindo e vamos dando resposta às mesmas fazendo as nossas escolhas com a convicção de que estamos a fazer o que é certo. Infelizmente há coisas que no momento nos parecem certas e depois acabam por não o ser, e felizmente também acontece o inverso... embora mais raramente.
De tempos a tempos e não necessariamente respeitando um período de tempo regular, mas antes determinadas circunstâncias, eis que volta à baila o sentir algo sem sentido, um querer estar presente sem razão aparente e depois sentir um murro no estômago quando se queria que o que fosse nao é e só patecia ser porque assim o imaginávamos pu desejávamos.


ironicamente e lamentav…