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18.1 - Deambular

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Por vezes pensamos que não ter horários a cumprir, tarefas a desempenhar, justificações a dar, compromissos a atender; seria motivo para vivermos a vida de uma forma mais livre. No entanto, isso não acontece com todas as pessoas que não têm as "obrigações" indicadas, pois isso está de certa forma reservado para aqueles que, como se costuma dizer, nasceram em berços de ouro, já que se podem dar ao luxo de levar uma vida livre de preocupações dignas desse nome.
Recentemente tive a oportunidade de observar alguém que caminhava sem rumo definido. Uma caminhada ao acaso que era fruto de uma necessidade. Uma caminhada repleta de tristeza e ao mesmo tempo desamparo. Por falta de coragem não fiz o que me apetecia fazer, que era chegar à fala com a pessoa em causa e perguntar se precisava de ajuda, tentar perceber o porquê de tal desamparo. Não me parecia que se tratasse de um caso de uma pessoa que estivesse nessa deambulação por estar relacionado com problemas de alcoolismo ou drog…

17.24 - Is that alright?

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Já não ouvia esta música há mesmo muito tempo e ouvi-la hoje fez-me voltar atrás no tempo e estabelecer uma comparação entre o antes e o agora. No tempo do "antes" surgem memórias relacionadas com uma amizade que ainda perdura. Está diferente do que já foi, mas ainda existe, creio eu, mesmo que seja algo com contornos mais ténues. Essas memórias ficaram associadas a esta e a outras músicas que compõem a banda sonora de uma etapa, de uma fase da vida, de uma parte do caminho que foi percorrido e que fez parte do trajecto até ao local e tempo presente, faz igualmente parte deste espaço semi-esquecido onde, de tempos a tempos, vou deixando algumas palavras.
Voltando ao hoje, mais especificamente ao dia de hoje que por acaso assinala a chegada do Inverno, assinala também uma fase de momentos ou situações de vida mais desagradáveis. Menciono-as não por se referirem directamente à minha pessoa, mas sim a pessoas próximas, ou que deviam ser mais próximas, minimamente próximas, próxi…

17.23 - Memórias de um Amigo Imaginário - Mathew Dicks

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Memórias de um Amigo Imaginário apresenta-nos o pequeno Max, uma criança autista que tem um amigo imaginário que se chama Budo.
O livro tem uma história mais ou menos leve, depende do ponto de vista. Penso que em termos gerais o autor soube manter um equilíbrio entre todos os aspectos ou tópicos que fazem parte deste livro como é o caso do autismo e as diversas coisas que estão associadas a essa condição e também o soube fazer em relação à história ou acção que se desenrola e que acaba por ser o ponto central do livro. Não existe nesse livro o "problema" de haver uma descrição exagerada das coisas ou dos seus temas, pois isso por vezes torna os livros entediantes. Aqui não era preciso esse tipo escrita e acho que é um factor a favor deste livro.
O livro anterior que eu li (meu post anterior) deixou-me com expectativas que não foram "satisfeitas" e com este aconteceu algo semelhante, ou seja, alguém dizia que não esperava que a história seguisse no caminho que seguiu …

17.22 - O Luto é a Coisa com Penas - Max Porter

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Li este pequeno livro recentemente e embora não tenha sido um mau livro, infelizmente também não foi, na minha opinião claro, nada de surpreendente. 

Talvez eu tenha ficado com demasiadas expectativas em relação ao mesmo e isso deveu-se à leitura de alguns comentários e opiniões que se encontra pelo mundo da Internet relacionados com o livro. Não quero com isto dizer que as pessoas que falam muito bem do livro estejam erradas, pois como sabemos, a leitura, e o prazer de ler um livro, é algo muito subjectivo. Uma coisa importante na leitura de opiniões e comentários é sabermos filtrar as mesmas e perceber se estas são de pessoas que têm gostos ou preferências de leitura semelhantes às nossas. O risco de desilusão é menor se conseguirmos ter isso por base! Há na mesma o risco de não gostarmos do livro, mas pelo menos as hipóteses de gostarmos são maiores.

Porque é que não gostei deste livro o suficiente? 
Acho que a primeira resposta seria ... devido ao facto de achar que, até certa parte …

17.21 - Últimas reminiscências

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Nesse momento revejo as últimas reminiscências de um tempo restrito, já devorado por si próprio, que embora pareça ter sido curto e de certa forma ignorado, repercute-se de forma intensa por partes de um ser que vive mais aquilo que imagina do que a sua própria existência. Esse ser que vive temporariamente nessa realidade imaginada, dotada de ideias sem raízes, ideias que desvanecem em si próprias porque são ideias isoladas, que não têm alimento que lhes permita padecer. Esse Ser que espera que essas últimas reminiscências tenham a chave para fechar a cadeado desse mundo paralelo, fazendo com que a tristeza que tende em ser teimosa, querendo quebrar barreiras e distorcer a realidade, fique do lado de lá.
Sei, ou quero pensar que sei, que ficarás nesse paralelismo, mas como na realidade não existes, quer dizer que não ficarás em parte nenhuma. É uma boa conclusão, embora não perceba é porque motivo a alma se sente sobrecarregada de uma mágoa e frustração, semelhante a sentimento de arre…

17.20 - Show me Love

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Por vezes o silêncio de uma música (e de uma voz) faz toda a diferença...

17.19 - Depois da tempestade

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Não se trata de uma tempestade que tenha sido noticiada e para a qual tenha havido, portanto, a oportunidade de preparação para a sua chegada e principalmente para a sua passagem. 
Deixei a casa desprotegida, à tua mercê, e sem que me apercebesse, foste surgindo lentamente, mesmo que inocentemente, na tua natural maneira de ser. Fui-me aos poucos apercebendo que ia ter que abraçar as consequências, pois até mesmo isso ignorava já que pensava que podia permanecer confiante, não me preocupar com os danos da tua passagem, mas infelizmente a natureza tem destas coisas e as suas consequências são sempre mais devastadoras quando nos apanha despercebidos/desprevenidos. 
Valerá a pena culpar-te?! Creio que não. 
Tenho de aproveitar a energia para recompor as coisas, por a casa em ordem, apanhar os cacos, e tentar, lentamente, fazer com que a normalidade regresse. 
É certo que há coisas que dificilmente se conseguem esquecer ou ignorar, sobretudo quando ficamos com a cabeça a matutar nos "ses…