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17.21 - Últimas reminiscências

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Nesse momento revejo as últimas reminiscências de um tempo restrito, já devorado por si próprio, que embora pareça ter sido curto e de certa forma ignorado, repercute-se de forma intensa por partes de um ser que vive mais aquilo que imagina do que a sua própria existência. Esse ser que vive temporariamente nessa realidade imaginada, dotada de ideias sem raízes, ideias que desvanecem em si próprias porque são ideias isoladas, que não têm alimento que lhes permita padecer. Esse Ser que espera que essas últimas reminiscências tenham a chave para fechar a cadeado desse mundo paralelo, fazendo com que a tristeza que tende em ser teimosa, querendo quebrar barreiras e distorcer a realidade, fique do lado de lá.
Sei, ou quero pensar que sei, que ficarás nesse paralelismo, mas como na realidade não existes, quer dizer que não ficarás em parte nenhuma. É uma boa conclusão, embora não perceba é porque motivo a alma se sente sobrecarregada de uma mágoa e frustração, semelhante a sentimento de arre…

17.20 - Show me Love

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Por vezes o silêncio de uma música (e de uma voz) faz toda a diferença...

17.19 - Depois da tempestade

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Não se trata de uma tempestade que tenha sido noticiada e para a qual tenha havido, portanto, a oportunidade de preparação para a sua chegada e principalmente para a sua passagem. 
Deixei a casa desprotegida, à tua mercê, e sem que me apercebesse, foste surgindo lentamente, mesmo que inocentemente, na tua natural maneira de ser. Fui-me aos poucos apercebendo que ia ter que abraçar as consequências, pois até mesmo isso ignorava já que pensava que podia permanecer confiante, não me preocupar com os danos da tua passagem, mas infelizmente a natureza tem destas coisas e as suas consequências são sempre mais devastadoras quando nos apanha despercebidos/desprevenidos. 
Valerá a pena culpar-te?! Creio que não. 
Tenho de aproveitar a energia para recompor as coisas, por a casa em ordem, apanhar os cacos, e tentar, lentamente, fazer com que a normalidade regresse. 
É certo que há coisas que dificilmente se conseguem esquecer ou ignorar, sobretudo quando ficamos com a cabeça a matutar nos "ses…

17.18 - Em Teu Ventre - José Luís Peixoto

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Com excepção de "Dentro do Segredo" (que ainda não li), este era um dos poucos livros do autor que me faltava ler. Tinha alguma curiosidade em lê-lo embora não muita, mas a decisão de o ler já estava tomada. Já tive oportunidade de o fazer e devo dizer que achei um livro razoável e que este quase nada acrescenta ao que já se sabe acerca da história principal em si (aparição de Nossa Senhora de Fátima aos pastorinhos), mesmo para quem não está muito por dentro do assunto como é de certa forma o meu caso. O livro serve o seu propósito no sentido de criar uma espécie de ficção relacionada com aquele acontecimento em si, tentando dar uma espécie de dimensão às personagens com ele relacionadas e sobretudo no que respeita à irmã Lúcia (com os seus 10 anos) e a sua família.
É no entanto um livro de leitura rápida, cuja estrutura é como se tivesse dividida em 3 partes que podem ser lidas ou re-lidas de forma independente:
- a história principal, com os pastorinhos;
-uma espécie de refl…

17.17 - Sei que passará

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Sei, ou pelo menos prefiro pensar que assim é, que isto passará, que a normalidade volte a predominar. É como se fosse um problema de saúde intermitente, que de tempos em tempos nos dá a conhecer, ou nos relembra, os seus sintomas, fazendo que com que se passe momentos mais desagradáveis e com que nos agarremos às formas possíveis de ultrapassar a dita maleita. 
Sei, porque estes sintomas não são novidade, e pensando de outra forma ou pensando melhor, quem sabe se não se trata mesmo um problema de saúde?! Todavia, a ser um, é pena que não haja medicação que ajude a aliviar os seus sintomas. Embora seja algo recorrente, mesmo não sendo frequente, não se pode dizer que tenha dado para aprender a lição ou para aprender grandes truques de magia. A única certeza, se é que assim posso chamar, é que essa espécie de dor acabará por passar, pelo menos é essa a esperança...

17.16 - Through the night

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Afundo-me nas marés da noite, embrenho-me nas suas águas e sinto o corpo gelar, perder o controlo ... Resta aguardar que o nascer do dia me leve de novo até à costa, onde me possa sentir mais seguro, ultrapassar as incongruências geradas pela escuridão e que têm a capacidade de  distorcer a realidade ou então de nos fazer enfrentar pensamentos e sentimentos com os quais não contavamos. É preciso dar tempo ao tempo, esperar a bonança, esquecer o que há para esquecer, discernir o que é real. Mesmo não o sendo, pois por vezes a criação de uma realidade mais dificilmente é esquecida porque há uma série de ses que criam uma espécie de ciclo vicioso com o qual é necessario lidar já que a sua autoria me pertence. Pela primeira vez, ou assim me pareceu, senti-me ... e agora falta-me a palavra ... mas pode ser que esteja enganado e que no fim de contas ...

Quando o nosso forte não é lidar com pessoas, por vezes falta-nos a capacidade de saber interpretar as coisas, mas independente do resultad…

17.15 - Esse estado de espírito

Conheço e reconheço esse estado de espírito. 
Reconheço e ... não gosto.
Não gosto dessa quase incapacidade de ser capaz de não sentir o que se sente. Que se sente quase de forma involuntária, como algo que é alheio às nossas decisões, à nossa capacidade de escolha objectiva dentro da sua própria subjectividade.
Um sentimento que resulta numa forma de desprezo, unilateral, sentido e quase vivido mesmo que não se trate de algo real, mesmo que se tarte de algo criado apenas nas ideias ou pensamentos autónomos em momentos de distracção imaginativa. Esses contornos de tristeza são um incómodo, sendo eles limitadores das percepções do aqui e do agora, atribuindo culpas a quem não as tem, atribuindo memórias a vivências que não existiram, criando sentimentos contraditórios num vasto universo de nada, universo sem caminhos por onde se possa trilhar. Resta que as águas do tempo vaiam e venham e com esse ir e voltar, vaia levando aos poucos esse espécie de sujidade da alma, até que ela fique mais…